Zinco indispensável à síntese de proteínas ao sistema imune

O zinco é um mineral essencial, necessário a todas as células do corpo, ele desempenha uma função essencial em centenas de processos corporais. Do crescimento celular à maturação sexual e imunidade, até mesmo para os sentidos do paladar e do olfato. Ele estimula a atividade de mais de 100 enzimas, intervém no funcionamento de certos hormônios e é indispensável à síntese de proteínas, é necessário para cicatrização dos ferimentos, à reprodução, ao funcionamento normal do sistema imune e à e na síntese do DNA.

 

A verdade é que embora o nome desse mineral seja bem conhecido, nem todo mundo conhece os seus benefícios, ou mesmo faz alguma ideia do porquê é importante consumi-lo.

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Alguns benefícios do zinco

– Aumenta a imunidade: O zinco é o micronutriente com maior efeito sobre o sistema imunológico. Ele é necessário para a diferenciação das células do sistema imunológico, diferencia os linfócitos que percebem o invasor em células que o atacam e eliminam. A deficiência de zinco está associada a uma maior susceptibilidade às infecções virais, uma vez que ele interfere na síntese das imunoglobulinas e na manutenção da função imune.

– Protege contra a pneumonia: Pesquisas já estabeleceram o elo entre o nutriente e a menor duração de uma pneumonia severa. Em crianças com esse problema pulmonar, cientistas perceberam que 20 miligramas do mineral por dia não só aceleravam a recuperação como barravam uma possível resistência a antibióticos, já que diminuíam a exposição a esses medicamentos.

– Ajuda na cicatrização: O primeiro ponto positivo em relação ao zinco é que ele ajuda no processo de cicatrização. Isso ocorre porque ele atua diretamente nos fibroblastos, que são células do tecido conjuntivo. Esse, por sua vez, vem logo depois do tecido adiposo, e por isso é um dos mais afetados por pequenos cortes. Por isso, para que as feridas fechem rápido, uma das principais sugestões é ter uma alimentação com quantidades satisfatórias de zinco. O mineral também participa da fabricação de colagenase, enzima responsável por produzir colágeno, que também é responsável por uma boa cicatrização e, por isso, está presente em muitas pomadas indicadas para esse fim.

– Atua na produção e liberação de diversos hormônios: O zinco exerce efeito benefícios sobre vários hormônios, incluindo os hormônios sexuais e tireoidianos. Ele demonstra ser promissor no aumento da fertilidade tanto nas mulheres quanto nos homens. Inclusive, pode também diminuir uma próstata aumentada. Além disso, pode ser eficaz para as pessoas com uma tireoide sub-ativa e, por melhorar os níveis de insulina, ajuda às pessoas com diabetes.

Outro hormônio que funciona de forma efetiva graças ao zinco é o do crescimento. Inclusive, o mineral também é responsável pela síntese de proteínas e pela divisão celular, e esses três fatores, combinados, permitem o crescimento sadio da criança. Por isso o zinco costuma ser muito mencionado quando o assunto é alimentação infantil.

– Beneficia o sistema cardiovascular: Ele ajuda a regular substâncias envolvidas no controle da pressão arterial. O zinco também é essencial para a reparação de danos nos vasos causados pela oxidação do colesterol LDL.  Outro problema que a falta do mineral trás é que, como pode alterar o paladar, induz a um uso mais intenso de sal, e o exagero desse tempero fomenta a hipertensão.

– Essencial para a formação do feto: O déficit materno da substância pode causar infecções intrauterinas, atrapalhar o desenvolvimento fetal e contribuir para o baixo peso do bebê ao nascer.

Fontes de zinco

Como o organismo não produz zinco, ele depende de fontes externas para seu suprimento. Ao procurar alimentos ricos em zinco, pense nas proteínas. Ele é abundante nas carnes, no porco, no fígado e nas aves (principalmente as de carne escura), ovos e frutos do mar (especialmente as ostras). Queijos, feijões, nozes e gérmen de trigo também são outras boas fontes, porém, nesses alimentos ele tem menor absorção do que nas carnes. É possível encontrar grande quantidade de zinco na água potável.

A suplementação de zinco pode apresentar efeitos positivos em situações clínicas de caráter agudo ou crônico, abrangendo crianças, jovens, adultos e idosos. Porém é importante, para isso, o acompanhamento de um profissional de saúde, devido ao fato que as necessidades de zinco variam segundo o sexo, estágio de vida e estado de saúde ou doença, quanto os níveis de ingestão máxima permitida desse mineral.

A ingestão diária recomendada é de 15 mg para adultos. Doses mais elevadas geralmente estão reservadas para queixas específicas.

Riscos do consumo excessivo

Como dito acima a ingestão da quantidade correta de zinco depende de diversos fatores, devido a isso deve-se tomar extremo cuidado ao consumi-lo espontaneamente, sem acompanhamento de um profissional de saúde. Tendo em vista que doses elevadas podem, a longo prazo, comprometer seriamente o sistema imunológico e a absorção de cobre. A falta de cobre pode acarretar problemas como manchas na pele, neutropenia (anormalmente baixo número de glóbulos brancos chamados neutrófilos), osteoporose e doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, além de problemas relacionados à tireoide.