Taninos muito importantes para nossa saúde

Cientificamente falando, os taninos nada mais são que polifenóis, isto é, substâncias orgânicas que combinam várias ligações de hidrogênio e oxigênio. Os taninos estão presentes não só nas uvas, mas em diversas outras plantas, frutas e sementes. Entenda melhor o que são e porque os taninos são muito importantes para nossa saúde.

Eles são substâncias químicas encontradas no grupo de fenóis vegetais. Este elemento está presente em sementes, cascas e caules de frutos verdes. Por conta do sabor amargo que provoca, é um grande aliado para proteger as plantas e frutos. Isso porque, como têm sabor amargo e causam sensação de adstringência, eles inibem os ataques de insetos, pragas e animais herbívoros.

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Quais os benefícios dos taninos para a nossa saúde?

Os taninos são excelentes para o nosso organismo, já que possuem excelentes propriedades antioxidantes. Eles reforçam as paredes arteriais e melhoram a saúde do coração, prevenindo o entupimento das veias, além de reduzirem o colesterol ruim (LDL) e evitando o aparecimento da arteriosclerose.

Eles também combatem os radicais livres que, apesar de fundamentais para a saúde, quando em excesso, passam a oxidar células saudáveis, como proteínas, lipídios e DNA, favorecendo o surgimento de doenças crônicas, como a aterosclerose, a obesidade, o diabetes, a hipertensão, doenças degenerativas (como o Alzheimer e Parkinson) e diversos tipos de câncer. 

Os taninos também ajudam a evitar a coagulação do sangue, assim eles atuam como um diluente natural, quebrando coágulos sanguíneos que possam levar a um acidente vascular cerebral (AVC).

Qual a ligação dos taninos com os vinhos?

Um dos termos mais usados por enófilos, enólogossommeliers, etc. definitivamente é tanino. “Esse vinho tem taninos suaves!”, “Esse vinho tem taninos jovens!”, “Esse vinho é tânico!” e assim por diante.

Esse elemento é o que torna a textura do vinho seca, amarga e encorpada por conta do seu efeito adstringente. Eles também auxiliam na conservação da bebida, pois proporciona mais estrutura e longevidade ao vinho. Assim, aqueles tipos com maior presença dessa substância podem envelhecer por mais tempo.

Normalmente, os vinhos tintos são aqueles com maior quantidade de taninos. O que vai determinar o teor de taninos em um vinho geralmente é o tempo de contato das cascas, sementes, engaços com o mosto fermentado. E algumas variedades de uva também costumam apresentar mais taninos que outras, caso típico da ‘Tannat’, como seu próprio nome deixa claro.

É importante lembrar que o tipo de armazenamento e o tempo de conservação também podem influenciar para a intensidade dos taninos.

Quanto mais tempo de guarda, mais os vinhos estão próximos de atingirem o estágio máximo de maturidade, com isso, esses taninos se harmonizam com as demais propriedades do vinho, elevando os demais aromas da bebida. Dessa forma tornam o sabor do vinho mais macio e fácil ao paladar. Agora, se o vinho for for jovem, a sensação de ressecamento na boca é maior.

Já a maioria dos vinhos brancos tem pouquíssimos ou praticamente nenhum tanino, já que a casca da uva é separada da polpa logo no início de sua fabricação.

Geralmente os vinhos brancos absorvem os taninos quando são preservados em barris de carvalho, os quais possuem grande quantidades da substância, porém, nem mesmo assim, a quantidade dos taninos encontrados nos vinhos brancos se igualam as encontradas em qualquer vinho tinto, sendo estes muito mais benéficos à nossa saúde.

Os taninos também estão presentes no suco de uva integral, que é produzido com a fruta inteira, incluindo cascas e sementes. Porém, alguns produtos conhecidos como ‘néctar’ não têm a mesma composição. Normalmente, contam com adição de outros ingredientes (como suco de maçã, soja e açúcar) e podem conter aditivos químicos, como conservantes, corantes e flavorizantes. Para ser considerado integral, o suco de uva deve ser 100% fruta.