Refrigerantes um verdadeiro veneno

Tomar refrigerante faz mal à saúde, não só porque contém muito açúcar, mas porque também contém componentes que enfraquecem todos os órgãos do corpo. Além disso, o refrigerante não tem qualquer valor nutricional e ainda contém elevadas quantidades de sal, que favorecem a retenção de líquidos, levam ao aumento de peso, barriga estufada e pernas inchadas. A maior parte dos refrigerantes são um verdadeiro veneno, eles são feitos a partir de ácido fosfórico, xarope de milho e potássio, que são substâncias que podem levar a vários problemas de saúde.

O consumo de refrigerante no Brasil é hoje destacado em nível mundial, e vem aumentando ano após ano. O Brasil é o terceiro produtor mundial de refrigerantes, depois dos Estados Unidos e México. Contudo, o consumo per capita é da ordem de 69 litros por habitante por ano, o que coloca o país em 28º lugar nesse aspecto. A Coca-Cola e a Pepsi detêm três quartos do mercado mundial, avaliado em cerca de US$ 66 bilhões anuais.

No que se refere às consequências fisiológicas do consumo diário de refrigerantes, a maioria dos especialistas adverte a riscos potencialmente complexos, destacando-se aqueles que apresentam a cafeína em sua composição. Passados 60 minutos do consumo, as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina e com isso vai expelir para fora do corpo cálcio, magnésio e zinco, dos quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar e ficará irritado. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não antes de ter posto para fora, junto, coisas que farão falta ao seu organismo.

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Saiba os principais componentes encontrados na maioria dos refrigerantes

Água – São realizados tratamentos diversos para garantir a qualidade da água a ser utilizada, incluindo sua baixa alcalinidade e concentração aceitável de íons, bem como padrões microbiológicos adequados;

Açúcar – O sabor adocicado da grande maioria dos refrigerantes se deve a uma adição de açúcar, a qual gira em torno de 10% em relação à massa total do produto. Além disso, traz boa parte das calorias encontradas no refrigerante por meio da molécula da sacarose, o açúcar normalmente utilizado;

Xarope – É o produto que concentra as características organolépticas do refrigerante (sabor, odor e coloração). Geralmente são óleos essenciais obtidos de frutos ou ervas;

Acidulantes – Reduzem o pH da bebida (variando de 2 a 4), ou seja, a torna mais ácida, e com isso acentua o seu sabor;

Antioxidantes – Vários componentes do refrigerante são suscetíveis à oxidação, como ésteres e aldeídos presentes nos óleos essenciais, tornando-se necessário a inserção de componentes químicos responsáveis pela antioxidação;

Conservantes – São compostos que inibem o desenvolvimento de microorganismos capazes de alterar características básicas do refrigerante. Geralmente os ácidos benzóico e sórbico são utilizados para esse fim;

Edulcorantes – Em bebidas de baixo teor calórico são utilizados compostos químicos conhecidos como edulcorantes em substituição à sacarose, mantendo todas as suas propriedades inalteradas, com exceção de sua dosagem de açúcar;

Gás carbônico – A gaseificação do refrigerante é promovida pela adição de CO2, o qual realça o paladar e melhora a aparência da bebida.

Entenda os principais malefícios que a bebida causa

Diabetes e aumento de peso – Apenas uma lata de refrigerante contém cerca de 10 colheres de sopa de açúcar, o que aumenta bastante os níveis de açúcar no sangue e diminuem a ação da insulina no organismo. Assim, se ingeridos regularmente, os refrigerante podem levar ao desenvolvimento de diabetes. Um estudo com 90 mil mulheres mostrou que as que ingeriam uma ou mais bebidas açucaradas (como refrigerante ou suco) foram duas vezes mais propensas a desenvolver diabetes tipo 2. As bebidas doces aumentam o nível de glicemia de jejum e resistência à insulina.

Além disso, quando os níveis de açúcar no sangue sobem muito rápido, como após beber uma lata de refrigerante, é normal sentir mais fome, o que leva a um aumento de peso exagerado;

Enfraquecimento dos ossos e dentes – A maioria dos refrigerantes contém uma elevada quantidade de ácido fosfórico que impede o corpo de absorver o cálcio necessário para fortalecer os ossos. Dessa forma, pessoas que bebem refrigerantes regularmente podem desenvolver problemas como cáries ou osteoporose.

Este ácido fosfórico também dificulta o trabalho do estômago para produzir ácido gástrico, atrasando o processo de digestão e a absorção de nutrientes;

Pedras nos rins – Devido à acidez dos refrigerantes, o corpo precisa usar o cálcio, que seria utilizado nos ossos, para facilitar a digestão e equilibrar o pH. Dessa forma, os rins precisam eliminar o cálcio utilizado nesse processo, o que aumenta o risco de formação de pedras nos rins, devido ao acúmulo de cálcio no seu interior;

Aumento da pressão arterial – Os refrigerantes podem levar a um aumento gradual da pressão arterial, especialmente devido as suas elevadas quantidades de sódio e de cafeína. Vários estudos também indicam que o consumo excessivo de frutose, que é o açúcar presente nos refrigerantes, também é uma das principais causas de pressão alta;

Câncer – Por ser rico em açúcar, o consumo frequente de refrigerante aumenta o risco de câncer, mesmo em pessoas que estão dentro do peso. Além disso, o seu consumo favorece o ganho de peso e o desenvolvimento de diabetes, problemas que também estão relacionados ao aumento do risco de câncer;

Aumenta a flatulência e desconforto abdominal – Os gases presentes no refrigerantes aumentam a flatulência e o desconforto abdominal por distenderem o intestino, causando dor e incômodo. Os gases também pioram a gastrite e podem provocar refluxo gastroesofágico, pois inflam o estômago e favorecem que o alimento volte para o esôfago, causando queimação;

Aumento do cansaço e da irritabilidade – Os refrigerantes possuem corantes e adoçantes que irritam o intestino e diminuem a absorção de vitaminas e minerais importante para o metabolismo do corpo.

Porque grávidas e crianças não devem tomar

O refrigerante faz mal na gravidez porque causa desconforto abdominal, contribui para o aumento de peso e pode provocar retenção de líquidos. Além disso, os refrigerantes à base de cola, como a Coca-Cola e a Pepsi, têm muita cafeína, que durante a gravidez não pode ultrapassar 200 mg por dia. Se a grávida tomar duas xícaras de café em um dia, já não pode ingerir mais cafeína.

Os refrigerantes que têm cafeína também não devem ser bebidos durante a amamentação porque a cafeína passa para o leite materno e pode provocar insônia no bebê.

Já nas crianças, o refrigerante pois pode dificultar o desenvolvimento físico e mental, assim como facilitar o aparecimento de doenças como a obesidade e a diabetes. Os refrigerantes devem ser excluídos da alimentação do bebê, podendo-se optar por sucos de fruta, além da água e água de coco, para manter uma ingestão de líquidos adequada.