Prós e contras em consumir bebidas isotônicas

Ao praticar um exercício físico a hidratação é de suma importância, isso tudo mundo já sabe, mas qual o melhor modo de repor toda a água perdida pela transpiração durante um exercício. As bebidas isotônicas, também chamadas de bebidas esportivas, são uma delas, porém consumir esse líquido de modo exagerado pode causar algumas complicações ao nosso organismo. Saiba os prós e contras em consumir bebidas isotônicas.

Um estudo feito pela Universidade Estadual da Paraíba em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba, descobriu que a ingestão de bebidas isotônicas pode prejudicar o esmalte dos dentes dos atletas, causando cáries e aumentando a sensibilidade dentária. Mas não é só isso, em excesso, os isotônicos dificultam a perda de peso, sobrecarregam os rins e podem contribuir para o aumento da pressão sanguínea.

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Qual a composição das bebidas isotônicas

As bebidas isotônicas foram desenvolvidas para repor líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração durante um exercício com carga intensa, com a finalidade de prevenir a desidratação e melhorar a desempenho esportivo.

Essas bebidas isotônicas são compostas basicamente de água, sacarose e glicose, cloreto de sódio, citrato de sódio e fosfato de potássio, betacaroteno, citrato de sódio e ácido cítrico. Alguns carboidratos concentrados já utilizados por praticantes de atividades, como a maltodextrina e dextrose, também estão presentes em algumas bebidas isotônicas.

O termo isotônico refere-se à concentração iônica de um líquido em relação ao sangue. Se a concentração de sais minerais é menor em um líquido do que do sangue, ela é classificada como hipotônica. Quando é maior é avaliada como hipertônica e quando é igual ou muito parecido, como nas bebidas esportivas, esses líquidos são chamados de isotônicos.

Por ter essas características, as bebidas isotônicas possuem melhor capacidade de repor líquidos, ganhando da água de coco e da própria água nesse quesito. Para quem pratica exercícios físicos e tem um acompanhamento profissional, a bebida isotônica é a melhor opção, por ter a mesma concentração de sais do sangue, elas fazem efeito mais rápido, do que uma quantidade igual de água.

Quais os benefícios das bebidas isotônicas

Com formulação semelhante ao do plasma humano, os isotônicos contam com carboidratos e sais minerais como sódio e potássio em sua composição. Esse é o principal diferencial das bebidas esportivas: a capacidade de repor não só água, contribuindo, significativamente, com a hidratação corporal, mas também outros nutrientes importantes. Quando há uma perda excessiva desses minerais, o indivíduo pode apresentar sintomas como câimbras, tontura, visão turva e até perda da consciência. Isso ocorre devido à hiponadremia (carência de sódio) e hipopotassemia (carência de potássio).

A sacarose e/ou glicose que fazem parte da composição das bebidas isotônicas são açucares classificados como hidratos de carbono ou carboidratos, e conferem ao nosso organismo a produção rápida de energia extra.

Após inúmeros estudos, também pode-se comprovar que essas bebidas impactam direta e positivamente à resistência física, pois garantem até 25% melhor performance. Se você quer melhorar seu condicionamento físico e combinar bem-estar com saúde e boa forma, a bebida isotônica pode ser uma aliada interessante, se acrescentada de forma segura à sua dieta.

Bebidas isotônicas engordam?

Para pessoas que praticam exercícios e precisa de uma reposição de sais, água e energia, a bebida isotônica é a mais indicada. Mas para aqueles que não praticam atividades físicas suficientes para perder muitas calorias, os isotônicos trabalham negativamente, diminuindo as chances de perder peso.

Uma pesquisa feita pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriu que adolescentes e adultos que associam o consumo de isotônicos a uma vida saudável, e por isso bebem quantidades exageradas dessa bebida, têm dificuldades de perder peso por causa da grande ingestão de carboidratos contida nos isotônicos.

O consumo sem indicação de um profissional, a falta de exercícios e a falsa ideia de que a bebida isotônica ajuda a emagrecer, podem dificultar o processo de emagrecimento.

O consumo de isotônicos substitui a ingestão de água?

Não! Essas bebidas são produzidas para melhorar o desempenhos de esportistas em atividades físicas, elas não devem ser consumidas como uma alternativa para matar a sede ou para suprir a hidratação do corpo. A recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que bebidas isotônicas sejam consumidas apenas por atletas, depois de uma atividade física pesada ou indicada por um especialista.

O consumo inadequado de bebidas isotônicas, é um erro grave, que pode levar ao agravamento de algumas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Idosos e crianças também devem tomar cuidado com os isotônicos, antes dos seis anos e depois dos 60, é muito difícil que a quantidade de calorias gasta durante os exercícios justifique o consumo desse tipo de bebida. Na terceira idade, também é mais comum desenvolver doenças cardíacas e diabetes, o que torna o consumo de isotônicos ainda menos indicado.

Os perigos do consumo em excesso de isotônicos

O aumento dos sais, encontrados em grandes quantidades em bebidas isotônicas, na corrente sanguínea pode ser um fator desencadeador para sintomas de algumas doenças, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e insuficiência renal. A bebida não causa nenhuma dessas doenças, mas pode piorar o quadro de quem já sofrem com elas.

O rim é o órgão mais afetado, tendo em vista, como dito antes, a grande quantidade de sais encontrados nessas bebidas, principalmente sódio, já que pode sobrecarregar o rim no processo de excreção deste mineral.

Outro problema grave é a fragilização do esmalte de nossos dentes. Quando ingerimos um líquido muito ácido, como é o caso dos isotônicos (que tem pH próximo de 2,03, enquanto o indicado para a boca é 5,5), os nossos dentes sofrem um processo de desmineralização, ficando com poros por toda sua superfície. Com isso aumenta as chances do indivíduo ter cáries e sensibilidade dentária, já que o esmalte fica mais frágil e permeável.