Por que consumir azeite de oliva

Azeite é um produto alimentar extraído da azeitona, o fruto da oliveira, plantado em pleno calor. Trata-se de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas. Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco. O Nutrição & Prazer vai explicar porque consumir azeite de oliva é extremamente saudável.

Rico em ácidos graxos monoinsaturados, principalmente o oleico (ômega-9), que possuem propriedades de reduzir concentrações sanguíneas de LDL (ou “mau” colesterol) e aumentar o HDL (“bom” colesterol). O azeite também é rico em polifenois, responsáveis pelo seu sabor característico, e que possuem ação antioxidante, ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares, protegem contra alguns tipos de câncer, e tem papel importante na produção de compostos que mediam a inflamação no organismo. Além disso, o teor de antioxidantes determina a estabilidade do azeite, ou seja, sua conservação e sua resistência.

Como é feito o azeite de oliva?

O azeite de oliva é obtido a partir da prensagem de azeitonas maduras, que é tratado exclusivamente por processos físicos: lavagem, moagem, prensa fria e centrifugação. Não são adicionados produtos químicos para agilizar a extração, por isso, o resultado é um produto de boa qualidade, não fermentado e de baixa acidez. Por sofrer prensagem a frio, são necessários 6 kg de matéria-prima para se obter 1 litro de azeite.

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Tipos de azeite de oliva

Diversos fatores influenciam na qualidade do azeite de oliva, como a variedade da azeitona, condições climáticas na etapa de produção, tipo de solo, práticas do cultivo, estado de maturação do fruto, acidez e tempo de processamento das azeitonas após a colheita. Sendo assim, o azeite pode ser classificado em diferentes tipos.

– Azeite extravirgem: Possui acidez menor ou igual a 0,80%, e é bem avaliado nos testes sensoriais. É um produtos de alta qualidade e normalmente utilizado na finalização de pratos ou saladas.

– Azeite virgem: Boa qualidade, mas pode apresentar “defeitos” de cheiro e sabor em comparação ao azeite extravirgem. Apresenta acidez entre 0,80 a 2%.

– Azeite virgem lampante: Tem acidez superior a 2% e não pode ser consumido diretamente e, para que possa ser comercializado, deve passar por refinação.

– Azeite de oliva comum: Um subproduto do azeite lampante, porém refinado, o que faz com que tenha cor mais clara e perfume/sabor menos acentuado. Para ser comercializado, recebe a adição de azeite virgem ou extravirgem. É normalmente usado para frituras e por ser mais barato, é bastante comum no mercado brasileiro, porém, esse tipo possui menores teores de vitaminas que os azeites virgens. 

Porque o índice de acidez é tão importante no azeite de oliva

A acidez determina a qualidade do azeite. O conteúdo de acidez depende de vários fatores, como por exemplo, as pragas que estiveram em contato com a oliveira, o clima, a manipulação das azeitonas, o processo de produção e armazenamento do azeite. Qualquer dano sofrido pela azeitona durante a colheita, transporte e estocagem, causa alterações e aumento da acidez.

Benefícios do azeite de oliva

– Ajuda a prevenir o câncer: As azeitonas e o azeite de oliva contêm antioxidantes, como os acteosídeos, o tirosol e os ácidos fenilpropriônicos, que combatem os danos causados pelos radicais livres no DNA da célula. Além disso, eles também fornecem componentes como o esqualeno e os terpenoides, que exercem atividade anticancerígena.

– Contribui com a saúde do coração: Isso acontece porque ele é rico em gorduras saudáveis, como o ômega 3. Dessa forma, ele contribui para aumentar os níveis do colesterol bom (HDL) e reduzir os níveis do colesterol ruim (LDL). Em consequência, o azeite de oliva reduz a tendência ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, as quais poderiam se romper e bloquear o fluxo sanguíneo, a principal causa de infartos e acidentes vasculares.

– Ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue: Alguns estudos científicos demonstram que incluir o azeite de oliva nas refeições ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue logo após a alimentação, o que poderia evitar um agravamento de quadros de diabetes.

– Protege as funções cerebrais: O azeite de oliva extravirgem é rico em polifenóis, antioxidantes que têm sido relacionados à prevenção e reversão de déficits de memória e aprendizagem causados pelo avanço da idade ou por doenças cerebrais degenerativas.Dessa forma, uma dieta com quantidades significativas de azeite de oliva pode ajudar a melhorar a capacidade de retenção de novas informações e prevenir o surgimento de doenças cerebrais como demência senil, mal de Alzheimer e mal de Parkinson.

– Fortalece a imunidade: O azeite de oliva é rico em ácidos graxos que ajudam a fortalecer nosso sistema imunológico, mas sem aumentar a atividade inflamatória do organismo, o que poderia levar a doenças autoimunes.

Nosso sistema imunológico precisa estar preparado para detectar e destruir microrganismos causadores de doenças. Contudo, se a atividade desse sistema estiver muito exacerbada, as células de defesa podem começar a atacar agentes inofensivos (como um grão de pólen, causando rinite) ou estruturas saudáveis do corpo (como as articulações, causando artrite). O azeite de oliva evita que esses problemas aconteçam.

– Proporciona a limpeza do fígado: O azeite de oliva é um excelente agente de limpeza para o fígado, o órgão responsável pelo nosso metabolismo e por controlar praticamente todos os outros órgãos de forma direta ou indireta. Justamente por isso, às vezes ele pode ficar sobrecarregado e precisar de um detox. Para isso, recomenda-se consumir diariamente uma colher de sopa azeite de oliva misturada com meia colher de suco de limão, que ajuda a potencializar o efeito desintoxicante.

– Combate à dor: Alguns estudos demonstraram que o azeite de oliva extravirgem tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, sendo capaz de potencializar o efeito de medicamentos como o ibuprofeno, contribuindo para menores níveis de dor e inflamações crônicas.

Além de dar preferência a esse ingrediente para temperar suas saladas e outros pratos (deixando os molhos gordurosos de lado), você também pode experimentar o truque, muito usado, de consumir uma colher de sopa da versão extravirgem em jejum, potencializando seus benefícios.