Pipoca uma opção de petisco saudável

Para assistir a um bom filme ou encarar uma maratona da série preferida, nada é melhor do que a companhia de um pote de pipoca. Além de saborosa, prática e versátil, a pipoca é uma opção de petisco saudável. Feita a partir de uma variedade especial de milho, o milho-pipoca (Zea Mays Everta), que estoura quando aquecido. Ao aquecermos os grãos desse milho de maneira rápida, sua umidade interna é convertida em vapor. Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando a parte interna numa massa pouco consistente de amidos e fibras.

Muitos não apostam na pipoca como um alimento saudável, isso porque o preparo é geralmente feito de forma a tornar a pipoca algo prejudicial ao organismo. A adição exagerada de sal, manteiga, conservantes industrializados ou outros aromas e coberturas sobre ela, realmente a tornam nada saudável. O calor é tudo o que o milho de pipoca precisa para estourar, por isso evite cozinhar com azeite ou outros óleos vegetais, uma vez que pode impactar no teor de polifenóis presentes na sua casca.

A pipoca contém uma composição nutricional extremamente rica, a sua quantidade de fibras é algo a ser considerado, a cada 100 gramas de pipoca você ingere aproximadamente 10 gramas de fibras, ou seja, cinco vezes a quantidade de fibras que encontramos na mesma quantidade alface, por exemplo.

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Além disso a pipoca contém polifenóis, antioxidantes, vitaminas do complexo B, manganês e magnésio. Atualmente há pesquisas que mostram que a pipoca pode conter mais antioxidante e ser mais eficiente ao sistema imunológico do que muitas frutas e hortaliças. Para se ter uma ideia, a quantidade de polifenóis encontrada na pipoca é de 300 miligramas por porção, enquanto o milho comum possui 114 miligramas e as frutas em geral tem cerca de 160 miligramas por porção.

Em relação aos antioxidantes, a pipoca contém mais porque não possui água. Frutas e legumes também são ricos em antioxidantes, mas por causa de seu alto teor de água, eles acabam diluídos.

Benefícios da pipoca

– Ajuda no combate doenças cardíaca e câncer: Os polifenóis presentes, principalmente na casca do milho de pipoca, são poderosos antioxidantes naturais. Os antioxidantes são moléculas que agem no combate aos radicais livres produzidos nas reações químicas do organismo impedindo que eles danifiquem células vitais. Níveis insuficientes de antioxidantes causam oxidação nas células, o que pode levar a deformidade ou a morte de células saudáveis de órgãos vitais do corpo humano causando, entre outros males, câncer e doenças cardíacas.

– Melhora o sistema digestivo e intestinal: A pipoca é um grão integral rico em fibras, sais minerais, vitaminas E e do complexo B. As fibras estimulam os movimentos peristáltico dos músculos lisos intestinais e induzem a secreção dos sucos digestivos, o que ajuda a manter todo o sistema digestivo saudável.

– Auxilia no controle do diabetes: A farta ingestão de fibras ajuda a regular o nível de açúcar no sangue e a produção de insulina.

– Ajuda a emagrecer: Outro importante benefício do alto teor de fibras na pipoca, e que traz sensação de saciedade e inibe a liberação do hormônio da fome, a grelina. A Pipoca também possui óleos naturais saudáveis e essenciais ao organismo, ao contrário da maior parte dos salgadinhos industrializados cheios de gorduras saturadas. 

– Atua como fonte de energia: A pipoca contem vitaminas como a tiamina, a niacina e a vitamina B6. Todas elas ajudam a converter os alimentos em energia para o nosso corpo e cada uma em particular tem seus benefícios.

A Tiamina ou Vitamina B1 ajuda a quebrar os carboidratos simples e protege o sistema imunológico. A Niacina ou Vitamina B3 aumenta o HDL, o colesterol bom no sangue. A vitamina B6 tem inúmeras funções que variam de acordo com cada combinação entre ela e outras vitaminas, ajudando a prevenir doenças cardíacas, também tem papel importante na produção de serotonina (responsável pelo sono), e ajuda a prevenir artrite.

Pipoca de micro-ondas faz mal?

Sim, e muito, a começar pelo fato que as embalagens da maioria das comidas industrializadas, prontas para consumo, são especiais para impedir a absorção de água e a perda de gordura. Para que isso seja possível, elas levam componentes impermeabilizantes, que são prejudiciais à saúde, como agentes perfluorados (PFCs). Os agentes perfluorados são considerados poluentes orgânicos persistentes (POPs) e podem ficar no ambiente por muito tempo até serem degradados, contaminando, inclusive, alguns animais que servem para consumo humano.

A gordura adicionada na maioria das pipocas de micro-ondas é a olestra, um tipo de gordura artificial. Esse tipo de gordura, embora não possui colesterol e contém zero de caloria, e é usado para substituir totalmente a gordura tradicional, está relacionado à redução da absorção de vitaminas e carotenoides presentes nos alimentos. Por causa de uma reação que a olestra desencadeia no nosso corpo, as vitaminas A, D, E e K e os carotenoides são degradadas e não conseguem ser absorvidas em quantidades significativas pelo organismo.

O aromatizante mais comum que é adicionado à pipoca de micro-ondas é conhecido como diacetil. Essa substância confere o “sabor queijo”, “sabor manteiga”, “sabor cheddar” à pipoca de micro-ondas. A ingestão frequente de diacetil está relacionada ao desencadeamento de doenças respiratórias como bronquite e asma, além de existirem estudos que associam o consumo de produtos com diacetil ao desenvolvimento da doença degenerativa Alzheimer.

Outros problemas relacionados ao consumo de pipoca de micro-ondas industrializada envolvem o excesso de sódio e de gordura trans nesses produtos. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), marcas de pipoca de micro-ondas testadas apresentaram níveis de sódio e de gordura trans superiores aos permitidos pela Anvisa (Agência na Nacional de Vigilância Sanitária) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde).