Os benefícios e perigos do consumo de Carambola

As caramboleiras não são árvores muito grandes, dão umas flores branquinhas ou meio roxas, crescem em qualquer quintal e, mais importante de tudo, são responsáveis pela carambola. Apesar de ser muito comum na mesa dos brasileiros, as pessoas em geral não param para pensar nos benefícios ou até nos perigos – sim, eles existem – de se consumir essa fruta.

Originária da região tropical da Ásia, a carambola chegou ao Brasil no século XIX, sendo introduzida no nordeste, e depois se espalhando pelo país.

Atualmente, Malásia e Estados Unidos são grandes produtores da fruta, enquanto que no Brasil ela é mais plantada no Vale do Rio São Francisco e no interior do estado de São Paulo.

Benefícios da carambola

A carambola é rica em minerais como cálcio, fósforo e ferro, além de vitaminas A, C e algumas do complexo B. Esses nutrientes são muito úteis especialmente na prevenção de gripes e resfriados, porque fortalecem o sistema imunológico.

Assim como vários outros alimentos saudáveis, trata-se de uma fruta rica em antioxidantes. Assim, ela ajuda no combate do corpo contra os radicais livres, resíduos naturais do nosso metabolismo e que são considerados os vilões do envelhecimento precoce.

As vitaminas do complexo B, como riboflavina e piridoxina, entre outras, estão muito presentes na carambola e favorecem o processo metabólico, além de várias outras funções dentro do organismo. Já o potássio da fruta ajuda no sistema sanguíneo, diminuindo a pressão e regulando os batimentos cardíacos.

Uma taça de carambola como sobremesa após o almoço pode ajudar a combater febre e diarreia. Um copo de suco de carambola ou uma chávena de chá da fruta uma vez ao dia também auxilia contra a retenção de líquidos por causa de seu efeito diurético.

É bom para emagrecer?

O primeiro sinal de que você deve incorporar a carambola na sua dieta de emagrecimento é o fato de que ela tem poucas calorias – aproximadamente 31 a cada 100 gramas.

Além disso, ela ajuda a combater o colesterol alto, pois têm fibras que evitam que o corpo absorva grandes quantidades dele.

Alguns ramos de medicina alternativa consideram a fruta e o chá das folhas da caramboleira uma fonte importante de diversas características medicinais. A principal delas seria a função hipoglicemiante, o que significa que podem ajudar a diminuir os níveis de glicose no sangue.

A presença do chá das folhas de carambola no organismo humano atua diretamente no metabolismo, dificultando a retenção de açúcar pelo corpo. A carambola, portanto, também ajuda a perder peso neste sentido, uma vez que a absorção de açúcar está diretamente ligada ao acúmulo de gordura corporal.

Como consumir?

Você pode simplesmente comer a fruta in natura, mas se quiser variar, a carambola pode ser encontrada em geleias, calda, sucos e compotas. Pode ser utilizada como guarnição para assados e como ingrediente em saladas. Depende de como você gosta e de como você quer utilizar a fruta.

Cozinhas que utilizam a carambola

Como já lembramos, trata-se de uma fruta tropical que se espalhou especialmente na América e na Ásia. Na literatura, as referências de maior uso da carambola se dá em países como Tailândia, China, Índia e Brasil.

Nos países orientais, ela é mais consumida como sobremesa, e inclusive as flores da caramboleira fazem parte da composição de diversos pratos. Também na Ásia, é onde ela é mais utilizada para fins medicinais.

Os perigos da carambola

Apesar dos benefícios da carambola, ela é uma fruta que deve ser consumida com responsabilidade e sem exageros, por ter um teor elevado de oxalato e de uma substância conhecida como caramboxina, uma toxina específica da carambola. Ambas são potencialmente tóxicas para indivíduos com doença renal estabelecida ou que tenham elevado teor urêmico (síndrome que causa o acúmulo de ureia no sangue). Isso acontece porque a pessoa com esses problemas tem a sua capacidade de eliminar essas substâncias tóxicas do corpo reduzida. A presença elevada das toxinas no sangue pode provocar sintomas como confusão mental, náuseas, vômitos, e, em situações mais graves, até convulsões.

No Brasil, a caramboxina foi catalogada pela Universidade de São Paulo (USP) em uma pesquisa publicada na revista especializada Angewandte Chemie International. O estudo foi um importante passo para confirmar e alertar contra os perigos dessa toxina nestes casos mais específicos.

Por fim, é preciso notar que a carambola contém grande quantidade de ácido oxálico em sua composição, isso significa que, se consumida em excesso, ela poderá ajudar na formação de pedras nos rins.