Ômega 3 desempenha diversas funções no organismo

O ômega 3 é um grupo de ácidos graxos poli-insaturados (EPA-eicosapentaenoico e DHA-docosahexaenóicoque), que desempenha diversas funções no organismo. Considerado uma gordura boa, nosso organismo não é capaz de produzi-lo, sendo assim, deve ser ingerido a partir do consumo de alimentos que contenham o nutriente ou como suplemento alimentar, através de cápsulas ou, por exemplo, óleo de fígado de bacalhau.

Essas gorduras poli-insaturadas contidas no ômega 3 apresentam a função de serem os responsáveis por uma construção da camada lipídica em torno da células. Assim, quando as membranas celulares estão contidas por esses ácidos, os encargos das células acontecem de uma maneira completamente melhor.

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Benefícios do ômega 3

– Possui ação antidepressiva: É considerado um eficaz nutriente capaz de agir como um antidepressivo natural e preservar a resistência das paredes celulares.

– Auxilia na gravidez: Seus ácidos graxos são excelentes para auxiliar as mamães a terem bebês saudáveis e com um ótimo desenvolvimento, capaz de diminuir bastante a porcentagem de partos prematuros. Além disso, o ômega 3 é muito indicado durante a gestação e nos primeiros meses de vida por apresentar resultados que elevam o QI dos bebês por ser um elemento fundamental para a formação do sistema nervoso e do cérebro da criança. 

Também reduz a depressão pós parto, pois quando é consumido, de acordo com a necessidade de cada indivíduo, produz grandes quantidades de ácidos graxos essenciais para seu organismo. A falta desses ácidos graxos pode elevar o risco desse tipo de depressão.

– Contribui com a melhoria do sono: Fornece um melhor equilíbrio hormonal, com isso oferece melhores noites de sono e maior disposição para o dia a dia.

– Ajuda a emagrecer: Hábil para agir contra a obesidade e elevar a competência das células em responder à insulina e favorece a excreção da leptina, hormônios que regulam o peso e o metabolismo corporal, associado a quantidade de adipócitos que são considerados células de gordura.

– Um excelente anti-inflamatório: É apto a influenciar a diminuição de inflamações dos pulmões e ajuda a tratar diversos males como asma, alergias, eczema e casos mais sérios como a doença inflamatória intestinal e a artrite reumatóide.

– Promove a saúde do cérebro: Diminui o percentual de ocorrer derrames cerebrais, pois o ômega 3 é um excelente agente, vai evitar os coágulos sanguíneos no cérebro. Além disso auxilia no tratamento de várias doenças ligadas ao cérebro, por exemplo, o Alzheimer.

Ele também eleva a execução intelectual, o quociente e age auxiliando a preservar a memória em bons requisitos principalmente na fase idosa

– Combate a TDAH: Capaz de inibir os sinais de síndrome de déficit de atenção (TDAH) na fase da infância.

– Possui ação antioxidante: Um prestigiado antioxidante e classificado como um dos poucos nutrientes que são qualificados para atravessar a barreira de hematoencefálica.

– Ajuda na saúde do coração: Previne o surgimento de enfermidades cardiovasculares, o desenvolvimento de plaquetas pelas células endoteliais e a degradação de gordura nas artérias.

– Equilibra o nível de testosterona: Aumenta o otimismo, o humor, equilibra a testosterona e diminui a pressão alta e a evolução de doenças mentais, conciliando o tratamento de indivíduos que sofrem de esclerose múltipla.

– Combate o câncer: São eficientes no tratamento de diferentes tipos de cânceres como o de mama, próstata e colorretal, contribuindo para diminuir a produção de células cancerígenas.

– Combate a arteriosclerose: Diminui o desenvolvimento de citosinas relacionadas a inflamações que elevam o risco de sofrer de arteriosclerose.

– Combate os efeitos da TPM: É um excelente vasodilatador e também age contribuindo para a redução dos sintomas da TPM.

Combinando ômega 3 + vitamina E

A vitamina E é uma grande aliada do ômega 3, pois previne que ele se rompa por causa da ação dos radicais livres, facilitando o desempenho de suas funções. O ômega 3, por sua vez, é um tipo de gordura e a vitamina E só é absorvida com o auxílio da gordura, portanto acontece uma relação de troca entre os nutrientes, por isso são considerados aliados.

A associação da vitamina E e do ômega 3 na suplementação foi exibida em vários estudos, apresentando uma melhora do efeito anti-inflamatório no organismo e no resultado do tratamento de pacientes em hemodiálise.

Em mulheres, essa relação também pode trazer muitos benefícios, como, por exemplo, diminuir a inflamação em mulheres com síndrome de ovário policístico.  

Além disso a associação desses nutrientes podem aliviar a cólica e a saúde mental da mulher no período menstrual, sendo assim, uma substituição ao uso de analgésicos e anti-inflamatórios, que possuem efeitos colaterais característicos.

Os resultados desta suplementação conjunta também foram estudados para o tratamento da infertilidade em mulheres e na prevenção do desenvolvimento de demência grave em pacientes diagnosticados com Alzheimer, porém não foi visto evidências suficientes para apoiar o uso das substâncias nesses casos. 

Fontes de ômega 3

O ômega 3 não é produzido pelo organismo e, por isso, esse importante ácido graxo pode ser obtido a partir de duas fontes: alimentos e suplementação alimentar.

Os alimentos de origem animal ricos em ômega 3 são peixes de água salgada como salmão, sardinha, bacalhau e cação. Os benefícios do ômega 3 estão presentes em ácidos graxos livres, triglicerídeos e fosfolipídios dos peixes, já no óleo de peixe estão mais evidentes no triglicerídeos, pois são convertidos em ésteres etílicos que não são vistos na natureza. Para uma alimentação saudável recomenda-se o consumo de duas a três porções de peixe por semana.

Além dos alimentos de origem animal, o ômega 3 pode ser encontrado em fontes vegetais, como sementes de chia, linhaça, nozes, castanhas, azeite de oliva, leguminosas e vegetais de folhas verdes.

Suplementação de ômega 3

O complemento de ômega 3 é produzido a partir do óleo de peixe. A recomendação é a suplementação com o óleo proveniente de peixes marinhos que vivem em águas profundas e frias, pois diante da necessidade de isolamento térmico esses peixes acumulam gordura, fazendo com que a concentração do ômega 3 seja maior.

É preciso ficar atento à fraudes de cápsulas, pois atualmente muitas delas não contém o ômega 3. Uma maneira de garantir isso, como dito acima, é consumir o óleo de fígado de bacalhau. Ele normalmente é evitado devido ao seu gosto considerado desagradável, mas é exatamente isso que irá garantir que ele é rico no ácido graxo.

A quantidade de ômega 3 a ser ingerida como suplementação deve ser recomendada por médico ou nutricionista, pois cada organismo apresenta uma necessidade diferente do nutriente.

Riscos de consumo e efeitos colaterais

O excesso de ácido eicosapentaenóico (EPA) e de ácido docosahexaenóico (DHA) no organismo está sendo relacionado ao desenvolvimento e ao agravamento de algumas doenças. Na realidade, os efeitos adversos do excesso dessa substância no corpo ainda são assunto muito recente, pois decorrem, sobretudo, da prática de suplementação. Alimentos naturalmente ricos em EPA e DHA como peixes e algas marinhas não contêm quantidades tão elevadas dessas substâncias a ponto de seu consumo representar um risco.

O excesso de ômega 3 no organismo pode levar à ocorrência de episódios hemorrágicos em determinados indivíduos. Isto ocorre devido à propriedade anticoagulante do ômega 3.

Ainda que o ômega 3 tenha o potencial de aumentar o HDL (colesterol bom) e reduzir o triglicérides, o excesso de ômega 3 no organismo está relacionado ao aumento do colesterol no sangue, como descrito no estudo dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

Um estudo recente apontou a relação entre quantidades muito altas de ômega 3 no organismo e o aparecimento de tumores malignos. Um estudo recente publicado no Journal of the National Cancer Institute relaciona o excesso de ômega 3 no organismo à maior incidência de câncer de próstata.

A peroxidação lipídica é a destruição dos lipídios (ácidos graxos poli-insaturados), que constituem as membranas das células. Este processo favorece o estresse oxidativo (desequilíbrio entre nível de radicais livres e agentes antioxidantes no organismo), pois a insaturação dos ácidos graxos ômega 3 torna a membrana mais fluida e, portanto, mais suscetível à ação dos radicais livres.

O fenômeno de peroxidação lipídica está associado ao início de doenças inflamatórias como a aterosclerose que, em estados avançados, contribui para a ocorrência de infartos e AVC isquêmico.

Quanto a gestantes, a suplementação pode ser feita, desde que com as doses corretas, pois o excesso do ômega 3 pode causar problemas no feto.