Maxixe além de gostoso é super nutritivo

Embora a aparência em um primeiro momento cause alguma estranheza, a verdade é que o maxixe, além de gostoso, é super nutritivo. Um vegetal de origem africana, muito utilizado na culinária do norte e nordeste do Brasil. Ele pode ser consumido cru ou cozido e acompanha muito bem pratos com quiabo e jiló, assim como feijão e abóbora, também pode ser feito como salada, conservas e até suco. É mais palatável quando verde, já que maduro costuma ficar com consistência fibrosa e amarga.

As folhas do maxixe são ricas em fibras alimentares e clorofila, podendo ser refogadas de forma semelhante à couve, mas deixa na boca uma sensação de leve ardência. Já o fruto do maxixe tem sabor suave, lembrando o pepino. No Brasil existem basicamente dois tipos, o maxixe caipira do norte, que possui “espinhos” macios, e o maxixe japonês, sem espinhos.

O vegetal possui pouquíssimas calorias (13,8Kcal a cada 100 gramas do vegetal), em sua composição podemos encontrar fibras alimentares, proteínas, vitamina C, vitaminas do complexo B e minerais como cálcio, fósforo, magnésio, potássio, zinco, ferro e sódio.

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Benefícios do maxixe

– Melhora a imunidade: O rico aporte de nutrientes, tais como ferro, zinco, cálcio e vitaminas C e do complexo B, do maxixe o torna um aliado da manutenção do sistema imune do organismo. No entanto, vale lembrar que quando cozido o vegetal pode perder parte destes nutrientes, por isso, consumi-lo cru é preferível.

– Combate os radicais livres: A vitamina C tem efeito anti-inflamatório e é conhecida cientificamente por combater a ação dos radicais livres no organismo, ou seja, proteger as células contra o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

– Promove a saúde dos ossos e dentes: O cálcio presente no maxixe é responsável por auxiliar a saúde dos dentes e ossos, evitando seu adoecimento, incluindo, portanto, a osteoporose.

– Combate a anemia: O vegetal pode ser adicionado na alimentação de quem quer tanto prevenir quanto tratar a anemia ferropriva, devido ao ferro presente em sua composição. A vitamina C, também presente no alimento, ajuda na absorção do ferro, e, por isso, a combinação dos dois nutrientes é ótima.

– Colabora com a recuperação muscular: Fonte de vitamina C, o maxixe é um extremo aliado de desportistas ou atletas, visto que auxilia na recuperação muscular, diminuindo a produção de ácido lático e melhorando o processo de estresse metabólico.

Pode ser consumido após o treino, lembrando que a ingestão não é recomendada se o atleta ou desportista costuma treinar à noite, devido às pequenas sementes que podem ser indigestas para algumas pessoas.

– Auxilia o processo de cicatrização: Além de possuir boas quantidades de ferro e cálcio, o maxixe também é rico em zinco, mineral que, entre outras características, auxilia o corpo no processo de cicatrização. Ele ajuda as feridas a fecharem rápido por atuar nos fibroblastos, células que ficam no tecido conjuntivo (que forma a “segunda camada” da pele).

– Promove a saúde do sistema nervoso: O maxixe também possui vitaminas do complexo B. Essas, de uma forma geral, permitem o bem-estar do sistema nervoso por atuarem diretamente no cérebro. Com isso, evitam problemas ligados a essa parte do corpo, como é o caso do mal de Alzheimer e de outras doenças que geram a demência.

Riscos de consumo e efeitos colaterais

Quando cru, o maxixe possui consistência dura, por isso pessoas com problemas de mastigação ou deglutição devem ingeri-lo com cuidado ou optar pelas versões cozidas.

O maxixe também não é indicado para bebês com menos de 6 meses e para pessoas com doenças intestinais, como diverticulite, por possuir sementes pequenas e estas serem indigestas, como dito antes.