Magnum Vegano está chegando ao Brasil

Depois de fazer sucesso na Europa, o Magnum Vegano está chegando ao Brasil. A Kibon informou que o produto será comercializado com aprovação da Sociedade Vegetariana Brasileira, que atesta que o produto não possui nenhum ingrediente de origem animal. 

No início do ano de 2019, mais precisamente em fevereiro, foi anunciado o início das vendas do sorvete Magnum em vários países (Reino Unido, Suécia, Finlândia, Portugal e EUA) ao redor do mundo. Devido ao sucesso e ao promissor mercado brasileiro de produtos que não tenham origem animal, a Kibon anunciou o início das vendas no Brasil.

O sabor do sorvete é muito parecido com um Magnum tradicional, com sorvete sabor baunilha e cobertura de chocolate com amêndoas. Em termos de sabor, essa versão vegana parece ser menos doce. A textura do sorvete é muito parecida com um Magnum “tradicional” e a casquinha de chocolate continua com boa espessura e bem crocante.

Os sorvetes Magnum Vegano são feitos à base de proteína de ervilha, revestidos com chocolate sem laticínios. Esse chocolate é produzido com 70% de cacau proveniente de grãos de cacau certificados pela Rainforest Alliance, cultivados de forma sustentável.

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Diversos produtos veganos tem sido lançados nos últimos anos no mercado “popular”, mas o que mais chama a atenção desse lançamento, é que o preço sugerido do Magnum Vegano é o mesmo das versões “não veganas”.

É importante dizer que, apesar do produto não conter leite como ingrediente e ainda ter a certificação da Sociedade Vegetariana Brasileira, ele é produzido no mesmo equipamento que outros produtos que contém leite e derivados. Motivo pelo qual é descrito no painel principal da embalagem, logo à frente: “PODE CONTER LEITE”.

O Magnum Vegano já pode ser encontrado nos aplicativos de delivery iFood, UberEats e Rappi – embora a Kibon avise que a compra por essas vias faz com que o produto possa perder sua integridade, já que, como qualquer sorvete, deve ser mantido sobre refrigeração. 

Outras marcas de sorvetes com opções veganas

Além do sorvete vegano da Magnum, outras marcas já comercializam produtos para atender a demanda vegana, uma delas foi a Cornetto. A marca desenvolveu um sorvete de baunilha à base de soja, pedaços crocantes de avelã e o chocolate característico na parte inferior do cone. Atualmente ele vendido apenas no Reino Unido e na Austrália.

Tanto o sorvete vegano da Cornetto quanto o sorvete vegano da Magnum pertencem a empresa Unilever, e isso causa algumas discussões entre veganos. A empresa ainda faz testes em animais em alguns dos seus produtos.

Vale lembrar que aqui no Brasil, muitos veganos não consomem produtos de marcas que testam em animais. Por isso, o crescimento desses produtos no Estados Unidos tende a ser maior. Ainda assim, não podemos desconsiderar o fato de ser uma grande empresa. Isso dá capacidade para que ela produza produtos sem nenhuma origem animal e com uma ótima qualidade. O que pode atrair consumidores ‘não veganos’, e contribuir para o crescimento desse mercado.

O mercado dos sorvetes veganos

O mercado dos sorvetes veganos mostram ótimos resultados. A expectativa é que esse mercado supere 1 bilhão de dólares até o ano de 2024, segundo uma pesquisa divulgada pela Global Market Insights em outubro de 2018. A expectativa é que o mercado europeu de sorvetes veganos tenha uma taxa anual de crescimento composta de mais de 14%. Enquanto isso, o mercado americano deve arrecadar 400 milhões de dólares até 2024.

Especialistas preveem que as opções veganas de grandes marcas e bases novas e únicas (como banana, abacate e leite de cânhamo) apenas vão impulsionar o mercado enquanto os consumidores abandonam os laticínios por razões relacionadas à saúde, sustentabilidade e bem-estar animal.

A empresa

A história da Kibon começou nos anos 30 na cidade de chinesa de Xangai, cuja origem foi uma empresa criada pelo empreendedor americano Ulysses Harkson. O negócio acabou por se tornar lucrativo, mas com a ameaça da Segunda Guerra Mundial, e consequentemente a tensão entre Japão e China, foi inevitável a transferência da filial para fora da área de conflito.

O Brasil acolheu a nova empresa na cidade do Rio de Janeiro em 1941, fundada por John Kent Lutey, então diretor comercial da fábrica de sorvetes na China, com o nome de U.S. Harkson do Brasil. Mesmo nesta época de guerra as dificuldades foram superadas e a empresa adotou uma denominação “fantasia” para identificar seus produtos – Sorvex Kibon. A palavra “sorvex” foi adicionada ao nome como forma de impressionar o consumidor, dando um ar futurista à guloseima.

Foi então que a empresa colocou os primeiros 50 carrinhos de sorvete, já nas cores amarela e azul, nas ruas e praias da “Cidade Maravilhosa” no ano de 1942. Durante esta década, a linha de produtos cresceu. Surgiram os primeiros tijolos de sorvete, em sabores clássicos como morango e chocolate, e outros genuinamente brasileiros como coco e castanha de caju.

A partir de 1951, o nome Kibon passou a integrar a assinatura da empresa e os picolés ganharam os famosos palitos de madeira. Dois anos depois, a marca foi para a televisão e patrocinou um dos episódios do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato. Em 1955, a marca ousou ainda mais ao estrear um programa próprio, a Grande Ginkana Kibon, que revelava talentos mirins da dança e da música.

A empresa ficou nas mãos de Lutey até 1960, quando foi vendida à General Foods, na época um grupo americano que importava café brasileiro. Em 1985 a Kibon foi novamente vendida para a Phillip Morris, empresa americana mais conhecida por seus negócios na indústria do tabaco, que pagou US$ 6 bilhões por todas as operações da General Foods no mundo. No pacote, a Kibon foi junto. Dois anos depois, a marca ganhou o slogan “É gostoso e faz bem”, que a associava ao prazer e à saúde, fortalecendo a imagem do sorvete como alimento nutritivo.

Já em 1997, um negócio bilionário levou a Gessy Lever (atual Unilever) para as manchetes dos meios de comunicação com o anúncio da compra da Kibon por US$ 930 milhões.

Em 2006 foi anunciada a eliminação da gordura trans (gordura vegetal hidrogenada que aumenta o risco de infarto, derrame e diabetes) de todos os seus produtos. Além disso, ingredientes comprovadamente saudáveis, como leite, chocolate e frutas, passaram a ser destacados nas embalagens dos produtos.

Hoje em dia 92% dos brasileiros conhecem a marca Kibon e 75% dos consumidores, quando pensam em sorvete, lembram primeiro de Kibon.