Iodo vital para o crescimento e metabolismo

O iodo é um elemento vital para o crescimento normal e metabolismo humano. Cerca de 60% do iodo presente no corpo humano está armazenado na glândula tireoide. Seus benefícios à saúde desempenham um papel muito importante no funcionamento normal da tireoide, que secreta hormônios, tiroxina e tri-iodotironina, responsáveis por controlar o índice metabólico do corpo. De fato, sem ela, os hormônios da tireoide não seriam nem sintetizados.

Estes hormônios têm diversas funções no nosso organismo. Atuam no crescimento físico e neurológico, no metabolismo basal, na manutenção da temperatura corporal, controlam o metabolismo da oxidação celular, o metabolismo dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais. O iodo também é importante no funcionamento de diversos órgãos como o coração, o fígado, rins e ovários.

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Benefícios do iodo

– Regula o índice metabólico: O iodo influencia o funcionamento da glândula tireoide ao assistir na produção de hormônios que são diretamente responsáveis pelo controle do índice metabólico do corpo. O índice metabólico afeta a eficiência e a eficácia dos sistemas do corpo e de processos comuns, incluindo a absorção de nutrientes, o ciclo de sono e a transformação de alimentos em energia utilizável. Ele também auxilia na síntese proteica, que é o mecanismo de produção de proteínas determinado pelo DNA.

– Otimiza os níveis de energia e evita a obesidade: O mineral também desempenha um importante papel na manutenção de níveis otimizados de energia do corpo ao assegurar a eficiência da utilização de calorias, sem permitir que elas sejam depositadas como gorduras em excesso.

– Previne o parto de natimortos: Uma quantidade suficiente de iodo em mulheres grávidas é essencial para prevenir partos de natimortos ou condições neurocognitivas como o cretinismo em crianças recém-nascidas.

– Melhora o sistema imunológico: O iodo ajuda combater os radicais livres, e assim como a vitamina C, ele também estimula e melhora a atividade de antioxidantes no corpo para prover uma forte medida de defesa contra várias enfermidades, incluindo doenças cardíacas e câncer.

– Previne o hipotireoidismo: Essa condição é caracterizada por uma glândula tireoide pouco ativa e resulta no retardamento de vários processos do corpo. Um dos mais comuns resultados do hipotireoidismo é um grande aumento no peso. Alguns efeitos adicionais do hipotireoidismo incluem fadiga, pele seca, problemas de concentração, constipação, câimbras e inchaço nas pernas. Se não tratada, a condição pode resultar em sintomas mais sérios, tais como insuficiência cardíaca ou até o coma.

– Trata doenças fibrocísticas: O iodo pode reduzir significativamente condições como fibroses, turgência e mastalgia. Ele age como um alívio para doenças fibrocísticas e é largamente utilizado em terapias, tanto tradicionais quanto modernas.

– Reduz o risco de câncer: Estudos demonstraram que células cancerosas encolhem após uma injeção de iodo, e às vezes, elas sofrem apoptose (morte celular automática) e são substituídas por outras células saudáveis.

– Auxilia na remoção de toxinas: O iodo pode eliminar toxinas químicas do nosso corpo, como o fluoreto, chumbo, mercúrio e outros toxinas biológicas.

Fontes de iodo

O Iodo está presente em grandes quantidades tanto em animais quanto em plantas marinhas, incluindo crustáceos, alguns tipos de peixe (principalmente os de carne branca), sardinhas e atum em lata e algas marinhas marrons, ostras, moluscos e outros mariscos, pois esses alimentos absorvem iodo da água do mar. Alguns vegetais também possuem iodo em sua composição, como é o caso da acelga, abobrinha, sementes de gergelim, soja, nabo verde e espinafre.

No Brasil o sal de cozinha é enriquecido com iodo, uma medida que ajuda a prevenir carências desse nutriente. O mineral também é geralmente usado na confecção de pães, ele é adicionado ao fermento como agente estabilizante.

Deficiência de iodo

O consumo insuficiente de iodo está relacionado a doenças como hipotireoidismo, problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo, bócio endêmico, que é o aumento anormal da glândula da tireoide, deficiência mental, aumento da mortalidade infantil e infertilidade.

A deficiência de iodo é especialmente preocupante para as gestantes. Afinal, nesta fase é essencial que a glândula da tireoide funcione direito, principalmente nas 12 primeiras semanas de gestação, período em que alguns hormônios da futura mãe diminuem e outros passam a ser fabricados, a placenta começa a se formar e o bebê desenvolve seus principais órgãos. A falta de cuidado com o hipotireoidismo pode causar parto prematuro, defeitos neurológicos, cretinismo, QI abaixo do normal, surdez e até partos de natimortos.

Suplementação de iodo

A suplementação deste mineral só é necessária se constatada a deficiência do mesmo, e deve ser feita com extrema cautela, sempre com acompanhamento médico.

As grávidas e as mulheres que amamentam necessitam de maiores quantidades de iodo por dia. Isto porque seu organismo exige mais iodo para funcionar corretamente, os rins eliminam mais e é preciso transferir hormônios e iodo para o feto. Porém a dose diária e ideal de iodo geralmente é alcançada através de uma alimentação variada e equilibrada.

Riscos do consumo excessivo

Embora seja difícil de acontecer, a intoxicação pelo iodo é causada devido ao consumo diário de quantidades muito grandes do mineral, 400 vezes maior do que a recomendação diária. Este excesso pode pode produzir o bócio e, algumas vezes, o hipertireoidismo, câncer papilar da tireoide (ao invés de preveni-lo).

Gestantes e mulheres amamentando devem ser cuidadosas quanto à ingestão de iodo, exceto em doses especificamente prescritas por um profissional de saúde.