Espirulina considerada o “alimento do futuro” pela ONU

Provavelmente, você já deve ter escutado falar sobre esse ingrediente e conheça alguns dos seus atributos. A espirulina é uma espécie de micro-organismo não tóxico, chamado de alga verde-azulada e produzido pela bactéria Arthrospira. No mercado da alimentação, a substância ganhou destaque por ser uma fonte rica de nutrientes e recebeu notoriedade por consumidores, médicos e instituições, aliás, ela foi considerada o “alimento do futuro” pela ONU.

A spirulina é uma fonte rica de nutrientes, incluindo proteínas (responsável por 60% a 70% do peso seco da substância), carboidratos complexos (como polissacarídeos de glicose), lipídios, vitaminas A, E, K, betacaroteno e complexo B, e minerais (ferro, manganês, zinco, sódio, potássio, fósforo, cálcio, magnésio, cobre, selênio e cromo). 

O principal componente ativo é chamado de ficocianobilina, que proporciona efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios (bem mais que as frutas, legumes e vegetais). Estudos reforçam os efeitos positivos da ficocianobilina no combate aos radicais livres. Quando comparada ao leite ou à carne, a spirulina é considerada uma fonte inferior de proteína, já quando comparada com as proteínas vegetais, é superior.

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Outro ponto de atenção diz respeito ao fato de a spirulina conter vitamina B12, mas a maioria estar na forma de pseudoB12 e outros análogos inativos, que não são absorvidos pelo trato gastrointestinal. Além disso ela tem baixa densidade calórica (290 Kcal a cada 100 gramas de espirulina) e pode ser consumida por vegetarianos, veganos ou pessoas que não incluem proteína animal no seu cardápio.

Principais benefícios da espirulina

– Fortalece o sistema imunológico: Uma das principais vantagens da espirulina é que ela tem uma concentração muito grande de antioxidantes, o que ajuda a fortalecer o sistema imunológico como todo (evitando gripes, resfriados e problemas decorrentes da baixa imunidade). 

– Melhora do perfil lipídico: O perfil lipídico é identificado por exames que avaliam o risco de doença cardíaca coronariana. É composto por uma análise do colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos. Em um estudo clínico com 78 voluntários, foi observada a redução nos níveis de colesterol total e uma redução de 13% no colesterol LDL depois de 4 semanas de suplementação com 8 gramas de spirulina.

– Cuidados para a pele: A spirulina é rica em betacaroteno, carotenoide responsável pelo pigmento laranja encontrado em plantas, frutas e legumes, como a cenoura. Quando é consumido, o betacaroteno pode ser transformado em vitamina A ou agir como antioxidante, combatendo os radicais livres. Desta forma, colabora para manter a pele saudável.

Ainda, o carotenoide ajuda na preservação do colágeno (proteína que proporciona elasticidade para a pele) e auxilia na produção de melanina, o que ajuda a manter a pele bronzeada.

– Efeitos contra a anemia: Uma pesquisa conduzida com 40 voluntários com histórico de anemia apontou que, diante do consumo de 3g de spirulina diariamente por 12 semanas, foi identificada melhora dos parâmetros sanguíneos.Desta forma, o estudo apresenta indicativos de que a spirulina pode melhorar a anemia e a disfunção imunológica.

– Redução da pressão arterial: A pressão arterial também teve alterações percebidas estudos feitos com a spirulina. Na ocasião, 36 pessoas que apresentavam um certo grau de hipertensão foram submetidas ao uso suplementar da substância (4 g/dia, por seis semanas). Diante disso, foi identificada redução da pressão sanguínea sistólica e da diastólica.

– Diversidade de nutrientes: A spirulina contém muitos nutrientes, a possibilidade de uma nutrição potencializada com o consumo dela foi um dos motivos que levou a NASA (National Aeronautics and Space Administration) a adotá-la, assim como o apontamento pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um “alimento do futuro”.

Riscos de consumo e efeitos colaterais

Apesar de ser uma excelente opção para suplementar a alimentação, quando é recomendada por médicos ou nutricionistas, também é fundamental respeitar a dose diária apontada pelo profissional para evitar desconfortos, como mal-estar digestivo e náuseas.

Vale lembrar que não é indicada para gestantes, lactantes, pessoas com doenças autoimunes, pessoas com fenilcetonúria ou tireoide e crianças.

Fonte: Essential Nutrition