A catástrofe anunciada

Diante do cenário caótico e decisivo que o planeta está vivendo, nós, do Nutrição & Prazer, nos vemos no dever de fazer algo, ajudarmos no que pudermos, e, nesse momento uma das mais preciosas atitudes que todos os seres humanos devem tomar, por mais maçante que o assunto se tornou, é passar informação confiável e verídica à diante. Com isso temos que mudar nossa postura e atitudes, pois muitos ainda não tomaram consciência da crise mundial que vivemos hoje, mesmo a catástrofe já tendo sido anunciada a anos, achando que em algumas semanas tudo vai passar e voltar ao normal, sem grandes sequelas.

Temos que agir, não como indivíduos, mas como raça, não como brasileiros, mas como seres humanos. Tornar esse problema, sem precedentes, que já causa a morte de milhares, e que ainda está em seu início, algo passageiro. Mesmo tendo ciência que haverá perdas significativas para cada um de nós, e graves consequências, inclusive econômicas a nível mundial, as quais levarão anos para se diluírem. Que possamos nos unirmos e ajudar-nos mutuamente, a superar esta crise e evoluir com isso.

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A catástrofe anunciada

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. No ano de 2012 houve uma epidemia local do vírus no oriente médio e a taxa de mortalidade foi de 35%, segundo o infectologista Robson Reis, coordenador médico das Unidades de Internação, presidente da Comissão de Farmácia e Terapêutica e Gestor do Time Sepse do Hospital Aliança.

O vídeo desse artigo é de 2015, onde Bill Gates alerta, em um Ted Talk oferecido pelo fundador da Microsoft, através de uma palestra com o nome de ‘O próximo surto? Não estamos preparados’, fala sobre a possibilidade de uma pandemia mundial: “Quando eu era criança, o desastre que mais temíamos era uma guerra nuclear. Hoje, o maior risco de catástrofe global não se parece com uma bomba, mas sim com um vírus”.

Mas pouco foi feito até então, mesmo a humanidade tendo claras evidências que algo desse gênero, com proporções planetárias, poderia acontecer. Seguem abaixo alguns desses exemplos:

– Ebola: O vírus ebola foi descoberto em 1970, por uma equipe de pesquisadores belgas. Ao infectar humanos, ele provoca febre hemorrágica e torna deficiente a coagulação do sangue. O conjunto de sintomas compromete os órgãos vitais em poucos dias. Os principais surtos da doença ocorreram ao longo dos anos 70, no meio da década de 1990, e entre 2000 e 2001, sempre na África. Não houve casos de infectados fora do continente.

– SARS: Uma epidemia de síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês) assombrou o leste e o sudeste da Ásia em 2003. Entre novembro de 2002, quando os primeiros casos foram registrados na China, e setembro de 2003, a doença afetou mais de 8,4 mil pessoas, causando mais de 900 mortes.

Os sintomas dos infectados são os mesmos de uma pneumonia, mas mais intensos. Apesar de a SARS ter se manifestado mais intensamente na Ásia, alguns casos foram registrados também no Canadá, o que aumentou o temor de uma pandemia.

– Gripe aviária: Em 2003, foram identificados os primeiros surtos de uma doença que ficou conhecida como gripe aviária. A doença começou a se espalhar, principalmente pelo sudeste asiático, dois anos depois, e chegou a atingir a Europa e a América do Norte. Causada pelo vírus influenza, do tipo H5N1, a gripe aviária gera os mesmos sintomas de uma gripe comum, mas mais intensos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre 2005 e 2011, foram registrados 555 casos da gripe no mundo, com 324 mortes.

– Gripe suína: A lembrança mais recente que se tem de uma doença que causou pânico no mundo é a da temida gripe suína. Causada pelo vírus influenza H1N1, a doença teve seus primeiros casos registrados em 2009. Esta foi uma autêntica pandemia, ou seja, houve casos simultâneos de pessoas infectadas nos cinco continentes. Nancy Bellei, infectologista da Unifesp, explica que o H1N1 representou uma ameaça porque circulou com uma velocidade elevada, como outros vírus do tipo influenza.

E o que devemos fazer ?

Fiquem em suas casas, com suas famílias, não subestimem esse vírus, não espere a morte de algum familiar, ou um vizinho, para notar a gravidade da situação. Não é apenas uma gripe, é um vírus mortal, que se espalha rápido por todo o planeta e, como dito, mesmo já tendo levado a óbito milhares de pessoas, está em seu início de contágio. Atentem-se para o fato que o vírus tem um período de incubação de dois a 14 dias, ou seja, muitos ainda não sabem que já estão contaminados e, além de estarem transmitindo o vírus, esses números não tem como serem contabilizados.

Muitas pessoas ainda não tomaram consciência do que está acontecendo, ainda acham que esse tipo de cenário só acontece em filmes de ficção, isso é um enorme risco, não apenas para elas, mas para todos. Existe uma curva de contagio anunciada onde seu pico é do dia seis a 20 de abril, mas para que esse pico ocorra as pessoas estarão se contaminando entre hoje (22) até a próxima quarta-feira (25). Ou seja, o cuidado deve ser redobrado agora! Não saia de casa, salvo os profissionais de serviços de primeira necessidade, que não podem parar e que estão na ‘linha de frente’.

Colapso no sistema de saúde, uma possibilidade real

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o sistema de saúde do Brasil entrará em colapso no fim de abril, por conta da proliferação do corona-vírus. Entenda-se por colapso no sistema de saúde quando você tem o dinheiro, o plano de saúde, a ordem judicial, mas não tem onde entrar para se tratar. Os hospitais estarão lotados, sem insumos, sem equipamentos, sem leitos e sem pessoal. É importante lembrar que outras enfermidades, acidentes, partos, etc., continuarão ocorrendo, também necessitando dos serviços de saúde. Haverá pessoas morrendo no meio das ruas!

De acordo com Mandetta, a queda no número de infectados deverá ocorrer somente em setembro, o que é um número otimista. Um colapso do sistema de saúde público é uma possibilidade real, apontam especialistas. “Não só da rede pública, mas também a privada”, alertou a presidente da Sociedade de Infectologia do DF, Heloisa Ravagnani Muniz. “A previsão para os próximos meses já é de um aumento de demanda com a dengue e a influenza. Se população relaxar nesse novo cenário de corona vírus, a demanda será tão grande que não há tempo hábil para o sistema se organizar.”

Para mudar as projeções, explicou Heloisa Muniz, não bastam os esforços das autoridades, é necessário que a população incorpore radicalmente as medidas de isolamento social e as práticas de higiene.

Boa sorte à todos e que Deus esteja conosco!